Incidência de novos casos ou agravamento de bexiga hiperativa entre pessoas previamente infectadas por SARS-CoV-2
O estudo publicado no artigo Incidence of New or Worsening Overactive Bladder Among Patients with a Prior SARS-CoV-2 Infection investiga a relação entre uma infecção anterior pelo vírus SARS-CoV-2, que causa a COVID-19, e o desenvolvimento de sintomas de bexiga hiperativa. Essa condição, também conhecida como cistite associada à COVID-19, é caracterizada por aumento na frequência urinária e incontinência.
A pesquisa envolveu 1.030 pacientes que se recuperaram de uma infecção por SARS-CoV-2 e monitorou o desenvolvimento de sintomas de bexiga hiperativa em um período de 3 a 12 meses após a recuperação. Comparando esses dados com os de um grupo de controle, composto por indivíduos que não tiveram a infecção, os pesquisadores encontraram uma maior incidência de sintomas de bexiga hiperativa entre os que se recuperaram da COVID-19.
Os resultados mostram que 36,6% dos pacientes que tiveram uma infecção sintomática por COVID-19 desenvolveram sintomas de bexiga hiperativa. Por outro lado, apenas 6,1% dos participantes do grupo de controle apresentaram esses sintomas. Além disso, a gravidade dos sintomas de bexiga hiperativa era significativamente maior no grupo que havia se recuperado da COVID-19.
Os pesquisadores sugerem que a inflamação causada pela infecção por SARS-CoV-2 pode ser a responsável pelo desenvolvimento de sintomas de bexiga hiperativa. O estudo também revelou que os homens e os fumantes são mais propensos a desenvolver esses sintomas após a recuperação da COVID-19.
Portanto, o estudo conclui que uma infecção anterior por SARS-CoV-2 aumenta o risco de desenvolver bexiga hiperativa.

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